Horizonte Profundo

MIRA O BOSQUE PROFUNDO Nicolas Beidacki Em 2019, “Metadesvio” surge como um estudo so- bre as relações epistemológicas entre instalação, cenografia, escultura e performance. Retomando a pesquisa que se utiliza de materiais de construção para erguer um espaço experimental na paisagem, o projeto se coloca como um campo de jogo. Sua re- alização poética reside, assim, no manuseio simbó- lico do espaço e na reconfiguração de um lugar a partir de uma imersão do corpo no ambiente criado, algo que evidencia a necessidade de assimilarmos a diferença entre onde vivemos e onde realmente atestamos uma celebração da existência. Jogar com o desconhecido, adentrar coletivamen- te num território inusitado, admirar-se de uma construção sem nenhum objetivo, além de sua própria presença, são os elementos que abrem os caminhos para confundir as variadas referências individuais e coletivas que nos aproximam. É o ato de se dobrar à experiência de algo que tam- bém está se experimentando. Assim, “Metades- vio” – um labirinto de tapumes rosa, tecidos, luz e

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